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NBuenos
Aires desde Río de Janeiro, Brasil |
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| Nova
esperança |
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“Eros quer
o contato, porque tem á união, a
supressão
dos limites entre o Eu e o objeto estimado”.
Freud |
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| Versión
Español» |

Figura01

Figura02

Figura03

Figura04 |
Ao
amado, querido e ouvinte Cyl Gallindo
A
literatura brasileira para mim sempre fora um prazer
desde de menina, ler crônicas de Rubens Braga,
poesias de Cecília Meireles e embalá-las
ao som de uma música de ninar (a exemplo
de: con esa si, con esa no, con esa sonorita me
caso yo...) era e é uma delícia até
hoje. Entretanto, as coisas da vida nos modificam.
Comecei a escrever poesias, contos, crônicas
e análises literárias.
Hoje, ao ler as histórias dos livros, descobri
o quanto profundamente somos amados e esquecidos!
Neste dia, em que o mar está bem violento.
Encontro, diante do mar, o sentido da minha liberdade
adicionado ao horizonte que está aberto para
as minhas verdades. Com sua violência, há
agressividade nas ondas que chegam alcançar
a margem da calçada. Pego-me observando a
subida e quebrada delas. Não me contenho
e faço uma semelhança a vida do ser
humano. Reflito comigo como por vezes encontramos
tantas barreiras em nossa vida. Barreiras essas
que são pedras: aparecem pelo caminho e o
Ser Humano é assaltado por tantos incidentes
durante sua vida. O mar, naquele instante, fazia
de mim uma pensadora: Nossa vida é como uma
onda, topamos com muitas pedras nos caminho, contudo
apenas a esperança faz-nos erguer novamente.
Entretanto, eu não estava só, tinha
como companhia um velho livro: La tregua. Nas entrelinhas
deste livro, encontrei umas palavras de compreensão,
de união e principalmente de amor e pedras
–palavras estas que me recordam a Bíblia.
Procuro edificar, desta forma, o sentimento de amor
entre os homens e Deus, tendo este último
como protagonista. Deparei-me, então, com
uma personagem repressora, onipotente de um excelente
“mundu”, porém repleto de coibições.
E assim, pego-me a pensar: que função
teria Adão e Eva e sua bela mordida na maçã?
Qual o motivo utopista de sustentarmos a “mordida
original” eternamente? E ainda... Nós,
mulheres, nos tornamos o banzé para algumas
dores do mundo como, por exemplo, as dores do parto.
Pense, você, o que Ele nos diria a respeito
da Cesariana e da Dura-Máter?
Ironicamente... É a economia que nos divide
–quem pode paga e não padece. Quem
não, se atormenta do peso da mordida.
Entretanto, vou persistir nessa procura dell'amore.
Nunca desisti de meus sonhos, de meus objetivos
e, portanto, vou continuar a linha bíblica:
Em seguidas romarias, o povo hebraico transforma-se
em uma farta e importantíssima nação
no Egito –estamos em Sodoma e Gomorra. Deus
é protetor dos hebreus e, por meio de seu
poder agressivo, compra uma parte da briga com o
rei do Egito. Com a dolorossíma resolução,
a emigração fora uma saída
aos hebraicos onde Ele realizando um pacto de exclusividade,
cuja, respeitabilidade ocasionaria em punições
variadas a esta gente. Chego, agora, ao terceiro
livro do Pentateuco, o qual aflora o hedoné
tétrico dele com animais espostejados e aves
incineradas. Indago: Seria o holocausto a oferta
queimada do perfume delicado ao senhor?!
Daniel Andina com certeza não gostaria que
escrevesse algo muito longo. Com toda a literatura
seria dificultoso revelar o amor no antigo testamento,
porque a cada página virada, há um
reforço ao tom de vingança, de retórica
ameaçadora.
Este livro cristão é, nesse tempo,
imensamente suavisante, com Cristo boníssimo.
Ele sabia amar, contudo, às custas desafortunadamente
da “face alheia”, tanto banzé
como a nossa primeira mulher. Mas que vida é
essa? Estamos presenciando velhos e novos testamentos,
e aqui continuamos. Este é um livro de amor.
É fabula plausível a nosso respeito,
infinitamente repartida entre os dominadores ou
os lutadores a imperar. E como viver?
Nos recomendam que devemos canalizar os nossos anseios
para uma atividade produtora, diz-nos Freud. Seria
outra idéia repressora?
A Marx devemos encarar os imperialistas. Conclusão:
não se deve abrir mão do poder?
O inglês William Shakespeare dava primazia
a analisar os conflitos por inteiro em suas histórias.
Há possibilidades de gozos e prantos. Para
desânimo de Kierkegaard, Nietzsche incendiaria
todas os livros cristãos.
Logo depois de tanto tempo, este mundo transformar-se-á?
Há uma convicção. Seria muito
mais trabalhoso pesquisar literatura, visto que
extraviaríamos, com a Bíblia, uma
clave intertextual para tantissímas composições.
Este universo, atualmente, nos exige uma leitura
contínua de clássicos da literatura
universal. Venho defender a literatura latino-americana
como primazia aos nossos pensamentos e visões:
¡Chega de esquecimento latino-americano!
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Dos
poemas latinos, também, há superioridade
de correção gramatical e o total domínio
de suas métricas. A partir das palavras, semelhança
ou não, neste momento, sei que a vida não
é por acaso.As histórias se entrelaçam
e tudo tem uma razão em nossa vida, por menor que
seja. Às vezes, a própria literatura ou
a natureza tem muito a nos dizer. O importante de tudo
é não perdermos a esperança.
La
vênus en laine
(1)
A grande tecedora dos fios
Das lãs do entardecer
Das lãs dos corpos
Das lãs das margens
Das lãs trazidas pelos ventos e pelos céus
Das lãs das ovelhas perdidas
Das lãs das flores de algodão abertas
Das lãs dos pubes e das axilas
Das lãs dos montes e dos céus
Das lãs tecidas e macias
Em suas pernas arredondadas
E que se juntam
Em uma lã mais escura e borda à mão
A grande tecedora de lãs
Que fia o seu olhar de mel.
1
Sergio Lima, poeta brasileiro.
Mas a palavra pedra está conservada em minha memória
até hoje. Depois de refletir diante do mar a respeito
de sentimentos humanos, penso que estas sensações
são exclusividade egoisticamente humana. Pude notar
que o substantivo pedra é um vocábulo comumente
usado na nossa trajetória e ainda a literatura.
É..., Pedras existirão, mas sempre haverá
ainda lãs!
É interessante acreditar que o intercambio Brasil
e países de línguas hispânicas irão
triunfar face às comoções: sejam
elas velhas diferenças ou indiferenças.
Há instantes que estas comoções são
causadoras destrutivas em nossos países. Por conseguinte,
causa-nos o caos na sociedade e quiçá no
futuro Mercosul cultural: porque o econômico está
às dificuldades; pois na América Latina,
vive-se atualmente num contexto de prepotência/alforria.
Temos a obrigação de recuperar os nossos
impulsos primitivos, e ainda a esperança de que
um dia teremos um mercado comum, seja este econômico
ou cultural (claro torço primeiramente para o cultural.
Torço verdadeiramente por uma convivência
neutra com relações econômicas e progressivas,
a exemplo da revista Francachela), um futuro melhor longe
das instituições mercadológicas individuais.
Um futuro do espírito latino-americano, da serenidade,
da reflexão e principalmente das falas.
A sugestão quase evangélica do princípio
deste enredo, vem a outro caminho: comungar com Deus que
é unir-se com os povos livres. É realizar
o que El Muro faz inter-relação. É
realizar e atualizar esta fala baires-carioca. É
realizar o chamado de sermos um único povo na comunhão
cultural
No Pai Nosso há uma analogia dialética entre
o orgulho e a fé e a promoção da
justiça. Ali, rogamos o pão nosso, como
rogamos e conservamos a esperança latina americana,
que vejo e sinto em nossas almas. Poderíamos começar
a ensinar ao mundo que a partilha do pão –representante
de bens necessários à vida– manifesta-se
na bondade.
Assim sendo, o comportamento na América Latina
supõe obrigatoriamente o posicionamento mais irmão.
Seja do lado das forças opressoras como, aqui,
no Rio de Janeiro que passa por um período onde
o coração humano não impera, e sim,
há uma existência de uma imperialização
do fatalismo pensante e muitíssimo pensado pelos
criminosos apolítico e não. Cai quase tudo,
mas a palavra e as manifestações populares
à violência dão-nos uma luz para terminar
esta guerrilha urbana. Finalizo: é ao lado das
forças gritantes da população carioca
e por que não da gente brasileira onde podemos
findar a violência e pobreza.
Se o Governo Argentino encontra-se economicamente arruinado
sem credibilidade externa (é o que dizem de nosso
irmão e não sei até quando continuará
a nossa credibilidade), com a maioria da população
sobrevivendo abaixo da linha da miséria, o Brasil
não fica atrás: apesar de ter sabido se
adaptar às mudanças econômicas em
curso no mundo, embora às custas de uma expressiva
fatia de brasileiros, vítima da desigualdade e
mergulhada na miséria. Pergunto: vale a pena?
Com tudo isto, o sentido principal de nossos povos hispânicos-portugueses
é de justiça enquanto nos há liberdade.
Temos que nos descentralizar para olharmos a pobreza alheia,
para o analfabetismo, para a falta de uma língua
e cultura comum e saber compartilhar das já existentes.
Troquemos de autores, de livros!!!
Concluindo nessa globalização egoísta
de mundo e cultura, o pobre é coletividade e infinito,
nós não podemos mais pensar no amor e na
esperança como algo interpessoal ou individual.
Com o império de exigências científicas,
da entrega de fraternidade entre os seres humanos, do
comprometimento com a liberdade de expressão e
ainda da vida. Não venho aqui clamar a ignorância
do pessoal, mas pedir que raciocinemos em prol de menos
violência, pobreza a pretexto do coletivo. Mostremos
ao mundo que existimos além desses casos, que não
somos uma esfera abstrata, que a nossa literatura tem
modelos a nos auxiliar.
O coração é a única raiz e
fruto para metaforizar a sociedade inteiramente. Órgão
que nos ajuda na divinização e no transbordamento
para divinizar a história.
Tão
pouco
(2)
O inconfessável, o transitório
O culpável de cada dia.
Anda às tontas como a infância
Com sua lagrima do fim do mundo.
O que tem sido senão ausências?
O que jurou senão venenos?
(O lugar é muito velho, singularmente pobre,
De uma riqueza deslumbrante e fatal)
Adoração de um deus-labirinto,
De uma mulher que não existiu nunca
Sua vestimenta era infrutuosa, dourada,
Inflada pelo vento,
Mas sempre retorna a seu crime,
Confundia o sonho e o dia,
Uma pedra com uma onda;
Instalado em casas invalidas,
Agora recorda suas façanhas:
A luxuria dos deuses.
2
ique Molina, poeta argentino.
Meu amado Cyl Gallindo em conversa manifestou um certo
apreço por uma frase de cunho futebolístico
da minha última coluna; chegamos, então,
a conclusão que se o Brasil ou a Argentina perdem
num jogo resta-nos brigar por outros jogos como o desemprego,
a pobreza e a troca de autores (principalmente) que são
algo que nos semelham e muito.
Sofremos derrotas, mas como POVOS LATINOS temos sempre
uma nova esperança à frente. |
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