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NBuenos Aires desde Río de Janeiro, Brasil
por Andrea Santos»n
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Nova esperança

“Eros quer o contato, porque tem á união, a supressão
dos limites entre o Eu e o objeto estimado”. Freud

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Versión Español»

Figura01


Figura02


Figura03


Figura04
Ao amado, querido e ouvinte Cyl Gallindo

A literatura brasileira para mim sempre fora um prazer desde de menina, ler crônicas de Rubens Braga, poesias de Cecília Meireles e embalá-las ao som de uma música de ninar (a exemplo de: con esa si, con esa no, con esa sonorita me caso yo...) era e é uma delícia até hoje. Entretanto, as coisas da vida nos modificam. Comecei a escrever poesias, contos, crônicas e análises literárias.
Hoje, ao ler as histórias dos livros, descobri o quanto profundamente somos amados e esquecidos!

Neste dia, em que o mar está bem violento. Encontro, diante do mar, o sentido da minha liberdade adicionado ao horizonte que está aberto para as minhas verdades. Com sua violência, há agressividade nas ondas que chegam alcançar a margem da calçada. Pego-me observando a subida e quebrada delas. Não me contenho e faço uma semelhança a vida do ser humano. Reflito comigo como por vezes encontramos tantas barreiras em nossa vida. Barreiras essas que são pedras: aparecem pelo caminho e o Ser Humano é assaltado por tantos incidentes durante sua vida. O mar, naquele instante, fazia de mim uma pensadora: Nossa vida é como uma onda, topamos com muitas pedras nos caminho, contudo apenas a esperança faz-nos erguer novamente. Entretanto, eu não estava só, tinha como companhia um velho livro: La tregua. Nas entrelinhas deste livro, encontrei umas palavras de compreensão, de união e principalmente de amor e pedras –palavras estas que me recordam a Bíblia.

Procuro edificar, desta forma, o sentimento de amor entre os homens e Deus, tendo este último como protagonista. Deparei-me, então, com uma personagem repressora, onipotente de um excelente “mundu”, porém repleto de coibições. E assim, pego-me a pensar: que função teria Adão e Eva e sua bela mordida na maçã? Qual o motivo utopista de sustentarmos a “mordida original” eternamente? E ainda... Nós, mulheres, nos tornamos o banzé para algumas dores do mundo como, por exemplo, as dores do parto. Pense, você, o que Ele nos diria a respeito da Cesariana e da Dura-Máter?

Ironicamente... É a economia que nos divide –quem pode paga e não padece. Quem não, se atormenta do peso da mordida.
Entretanto, vou persistir nessa procura dell'amore. Nunca desisti de meus sonhos, de meus objetivos e, portanto, vou continuar a linha bíblica: Em seguidas romarias, o povo hebraico transforma-se em uma farta e importantíssima nação no Egito –estamos em Sodoma e Gomorra. Deus é protetor dos hebreus e, por meio de seu poder agressivo, compra uma parte da briga com o rei do Egito. Com a dolorossíma resolução, a emigração fora uma saída aos hebraicos onde Ele realizando um pacto de exclusividade, cuja, respeitabilidade ocasionaria em punições variadas a esta gente. Chego, agora, ao terceiro livro do Pentateuco, o qual aflora o hedoné tétrico dele com animais espostejados e aves incineradas. Indago: Seria o holocausto a oferta queimada do perfume delicado ao senhor?!

Daniel Andina com certeza não gostaria que escrevesse algo muito longo. Com toda a literatura seria dificultoso revelar o amor no antigo testamento, porque a cada página virada, há um reforço ao tom de vingança, de retórica ameaçadora.
Este livro cristão é, nesse tempo, imensamente suavisante, com Cristo boníssimo. Ele sabia amar, contudo, às custas desafortunadamente da “face alheia”, tanto banzé como a nossa primeira mulher. Mas que vida é essa? Estamos presenciando velhos e novos testamentos, e aqui continuamos. Este é um livro de amor. É fabula plausível a nosso respeito, infinitamente repartida entre os dominadores ou os lutadores a imperar. E como viver?

Nos recomendam que devemos canalizar os nossos anseios para uma atividade produtora, diz-nos Freud. Seria outra idéia repressora?
A Marx devemos encarar os imperialistas. Conclusão: não se deve abrir mão do poder?

O inglês William Shakespeare dava primazia a analisar os conflitos por inteiro em suas histórias. Há possibilidades de gozos e prantos. Para desânimo de Kierkegaard, Nietzsche incendiaria todas os livros cristãos.
Logo depois de tanto tempo, este mundo transformar-se-á?
Há uma convicção. Seria muito mais trabalhoso pesquisar literatura, visto que extraviaríamos, com a Bíblia, uma clave intertextual para tantissímas composições.

Este universo, atualmente, nos exige uma leitura contínua de clássicos da literatura universal. Venho defender a literatura latino-americana como primazia aos nossos pensamentos e visões: ¡Chega de esquecimento latino-americano!
Dos poemas latinos, também, há superioridade de correção gramatical e o total domínio de suas métricas. A partir das palavras, semelhança ou não, neste momento, sei que a vida não é por acaso.As histórias se entrelaçam e tudo tem uma razão em nossa vida, por menor que seja. Às vezes, a própria literatura ou a natureza tem muito a nos dizer. O importante de tudo é não perdermos a esperança.

La vênus en laine (1)

A grande tecedora dos fios
Das lãs do entardecer
Das lãs dos corpos
Das lãs das margens
Das lãs trazidas pelos ventos e pelos céus
Das lãs das ovelhas perdidas
Das lãs das flores de algodão abertas
Das lãs dos pubes e das axilas
Das lãs dos montes e dos céus
Das lãs tecidas e macias
Em suas pernas arredondadas
E que se juntam
Em uma lã mais escura e borda à mão
A grande tecedora de lãs
Que fia o seu olhar de mel.

1 Sergio Lima, poeta brasileiro.

Mas a palavra pedra está conservada em minha memória até hoje. Depois de refletir diante do mar a respeito de sentimentos humanos, penso que estas sensações são exclusividade egoisticamente humana. Pude notar que o substantivo pedra é um vocábulo comumente usado na nossa trajetória e ainda a literatura.

É..., Pedras existirão, mas sempre haverá ainda lãs!
É interessante acreditar que o intercambio Brasil e países de línguas hispânicas irão triunfar face às comoções: sejam elas velhas diferenças ou indiferenças. Há instantes que estas comoções são causadoras destrutivas em nossos países. Por conseguinte, causa-nos o caos na sociedade e quiçá no futuro Mercosul cultural: porque o econômico está às dificuldades; pois na América Latina, vive-se atualmente num contexto de prepotência/alforria.
Temos a obrigação de recuperar os nossos impulsos primitivos, e ainda a esperança de que um dia teremos um mercado comum, seja este econômico ou cultural (claro torço primeiramente para o cultural. Torço verdadeiramente por uma convivência neutra com relações econômicas e progressivas, a exemplo da revista Francachela), um futuro melhor longe das instituições mercadológicas individuais. Um futuro do espírito latino-americano, da serenidade, da reflexão e principalmente das falas.

A sugestão quase evangélica do princípio deste enredo, vem a outro caminho: comungar com Deus que é unir-se com os povos livres. É realizar o que El Muro faz inter-relação. É realizar e atualizar esta fala baires-carioca. É realizar o chamado de sermos um único povo na comunhão cultural
No Pai Nosso há uma analogia dialética entre o orgulho e a fé e a promoção da justiça. Ali, rogamos o pão nosso, como rogamos e conservamos a esperança latina americana, que vejo e sinto em nossas almas. Poderíamos começar a ensinar ao mundo que a partilha do pão –representante de bens necessários à vida– manifesta-se na bondade.

Assim sendo, o comportamento na América Latina supõe obrigatoriamente o posicionamento mais irmão. Seja do lado das forças opressoras como, aqui, no Rio de Janeiro que passa por um período onde o coração humano não impera, e sim, há uma existência de uma imperialização do fatalismo pensante e muitíssimo pensado pelos criminosos apolítico e não. Cai quase tudo, mas a palavra e as manifestações populares à violência dão-nos uma luz para terminar esta guerrilha urbana. Finalizo: é ao lado das forças gritantes da população carioca e por que não da gente brasileira onde podemos findar a violência e pobreza.

Se o Governo Argentino encontra-se economicamente arruinado sem credibilidade externa (é o que dizem de nosso irmão e não sei até quando continuará a nossa credibilidade), com a maioria da população sobrevivendo abaixo da linha da miséria, o Brasil não fica atrás: apesar de ter sabido se adaptar às mudanças econômicas em curso no mundo, embora às custas de uma expressiva fatia de brasileiros, vítima da desigualdade e mergulhada na miséria. Pergunto: vale a pena?

Com tudo isto, o sentido principal de nossos povos hispânicos-portugueses é de justiça enquanto nos há liberdade. Temos que nos descentralizar para olharmos a pobreza alheia, para o analfabetismo, para a falta de uma língua e cultura comum e saber compartilhar das já existentes. Troquemos de autores, de livros!!!

Concluindo nessa globalização egoísta de mundo e cultura, o pobre é coletividade e infinito, nós não podemos mais pensar no amor e na esperança como algo interpessoal ou individual. Com o império de exigências científicas, da entrega de fraternidade entre os seres humanos, do comprometimento com a liberdade de expressão e ainda da vida. Não venho aqui clamar a ignorância do pessoal, mas pedir que raciocinemos em prol de menos violência, pobreza a pretexto do coletivo. Mostremos ao mundo que existimos além desses casos, que não somos uma esfera abstrata, que a nossa literatura tem modelos a nos auxiliar.
O coração é a única raiz e fruto para metaforizar a sociedade inteiramente. Órgão que nos ajuda na divinização e no transbordamento para divinizar a história.

Tão pouco (2)

O inconfessável, o transitório
O culpável de cada dia.
Anda às tontas como a infância
Com sua lagrima do fim do mundo.
O que tem sido senão ausências?
O que jurou senão venenos?
(O lugar é muito velho, singularmente pobre,
De uma riqueza deslumbrante e fatal)
Adoração de um deus-labirinto,
De uma mulher que não existiu nunca
Sua vestimenta era infrutuosa, dourada,
Inflada pelo vento,
Mas sempre retorna a seu crime,
Confundia o sonho e o dia,
Uma pedra com uma onda;
Instalado em casas invalidas,
Agora recorda suas façanhas:
A luxuria dos deuses.

2 ique Molina, poeta argentino.

Meu amado Cyl Gallindo em conversa manifestou um certo apreço por uma frase de cunho futebolístico da minha última coluna; chegamos, então, a conclusão que se o Brasil ou a Argentina perdem num jogo resta-nos brigar por outros jogos como o desemprego, a pobreza e a troca de autores (principalmente) que são algo que nos semelham e muito.
Sofremos derrotas, mas como POVOS LATINOS temos sempre uma nova esperança à frente.
 
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